O Tigre e o Dragão
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Capítulo 1 - O Tigre e o Dragão (Parte III)
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Capítulo 1 - O Tigre e o Dragão (Parte II)
– Ok, por hoje é só. – Disse a professora arrumando seus papeis em cima da mesa. – Aqueles que ainda não entregaram o novo questionário, venham até a sala dos professores mais tarde, ok?
Ryuuji se distraíra durante a entediante aula de Geografia. Olhando para o lado de fora da grande janela lateral da sala, era tomado por pensamente vagos. Pensava também, no quanto aquele soco doeu. Involuntariamente, olhou para o outro lado da sala, onde ouvira uma voz, a mesma voz doce que adorava ouvir. Era Alice, conversando com a dona do soco no rosto dele. Taiga.
– Você está vem Taiga? Você chegou tarde! – Perguntou Alice preocupada após um espirro de sua amiga.
– Eu fui ao médico e ele disse que isso foi causado pela poeira de casa. – Murmurou Taiga enquanto Alice lhe entregava um lenço de papel.
– Uma doença dos tempos modernos, isso deve ser difícil!
Então a Tigresa Portátil é amiga da Alice Minori. Aquele com problemas aqui sou eu. – Pensava ele se virando rapidamente. Seus pensamentos e distrações foram interrompidos com a preocupação de seu melhor amigo, Hugo.
– Você está bem?
– Sim, eu acho.
– Mas, você sabe... – E então viraram suas cabeças para a conversa de um grupo de meninas que sussurravam ao lado.
– Eles foram incríveis, o Ryuuji e a Taiga! – Diziam elas. – A tigresa portátil é forte mesmo. – A outra comentava. – De qualquer forma, Ryuuji apenas parece assustador. Ele não é um delinqüente de verdade.
– Parece que será mais fácil de desfazer os mal-entendidos. – Disse Hugo virando-se.
– Ainda bem!
– O que!? – Exclamou.
– Ma-ma-ma-mas... Eu realmente preciso que você devolva o seu questionário. Todos os outros estudantes já entregaram os seus.
– Oh, sinto muito, eu esque.. – Quando, de costume, Ryuuji foi colocar uma das mãos na cabeça, a professora deu um pulo, jogando todos os papeis para cima e usando as mãos como escudo.
– Desculpa! Desculpa! – Gritava ela apavorada. – Você não quer um estranho vindo te dizer o que fazer enquanto você ainda está decidindo sobre o que fazer com sua vida, certo? – Apenas suspirou e abaixou a cabeça frustrado. – Por favor, me perdoa! – ainda dizia ela.
Desistiu de tentar concertar as coisas, e então, olhou para o relógio.
– Desculpe professora, tenho que ir!
Já era fim de tarde. O céu era alaranjado do lado de fora da janela. Ryuuji saiu correndo até a sala para pegar suas coisas que deixara lá. Quando abriu a porta da sala, se deparou com todas as cadeiras bagunçadas e algumas ainda faziam movimentos e cambalhotas no ar. Assustado com o barulho, Ryyuji deu um pulo para trás. Do outro lado da sala de aula, um armário de repente cai, e de lá de trás, aparece Taiga, sentada, com seus olhos fechados e com uma respiração forte. Quando finalmente abre seus olhos, percebe que ela mantém uma cara não muito boa.
– Es-Está tudo bem!? – Perguntou assustado ainda com o barulho.
Nem uma resposta se ouviu, então timidamente Ryuuji dá alguns passos entrando na sala, cantarolando como se nada houvesse acontecido. Eu apenas a deixarei quieta. – Pensou se aproximando da sua carteira.
– Ei! – Ouviu-se um barulho vindo do meio das carteias bagunçadas.
– O que!? – Gritou assustado.
– O que vo... O que você está fa... O que você está fazendo? – Disse Taiga, ainda se levantando meio tonta.
– E-Eu apenas vim pegar a minha bolsa.
– Essa é a sua bolsa?! A sua carteira não é outra!? – Disse desesperada. – Eu troquei os lugares das car-carteiras! – E inesperadamente a Tigresa Portátil se atira em direção ao Delinqüente Ryuuji. Ele segurava sua bolsa de um lado, enquanto Taiga a puxava de outro. Porque ela quer minha bolsa!? – Pensava com uma careta na cara.
– Ei, pare já com isso! – Gritou Ryuuji fitando-a.
De repente ela solta um espirro e então larga a bolsa. Em uma fração de segundos, por causa do impulso, Ryuuji foi atirado em direção a o único armário que restara em pé. Pilhas de livros choveram em sua cabeça. Essa já era a segunda vez, só hoje. – Pensava.
– Por que, por que você... – Gritou Ryuuji. Porem foi interrompido por Taiga. Mas não por palavras, mas sim por causa de um estranho gesto. Não havia luz o suficiente para ver nitidamente, pois já era tarde, porém, sua silhueta refletida pela luz do entardecer não enganava. Seus grandes e frustrados olhos olhavam suas duas mãos abertas, como se havia perdido algo.
– Ta-Taiga! – Murmurou Ryuuji.
Ela apenas o olhou sem expressão alguma e saiu dando murros nas carteiras que ainda restavam em sua frente.
– E-Ei! – Gritou. Ela apenas parou, sem olhar para trás.
– Idiota! – Explodiu nervosa e então fechou a porta com toda sua força.
– Ela é uma bagunça. – Disse ele ainda sentado no chão com livros a sua volta. – E essa sala também...
23h35min da manhã. Ryuuji estava sentado ouvindo música e tentando resolver um problema de cálculo em seu caderno.
– Ah, isso é muito difícil! – Murmurou já cansado. Decidiu então, pegar então o livro de matemática que estava na sua bolsa.
Enquanto a vasculhava na procura de seu livro, ele encontra um pequeno pedaço de papel que não lhe pertencia.
– Hã!? O que é isso? – Disse confuso. – Para Hugo Kitamura!? – Era isso que dizia o pequeno envelope rosa. Então o virou. – De Taiga Aisaka!? – Estava escrito no verso do envelope lacrado com um pequeno coração. – Ah, entendi. – E então, esboçou um sorriso de lado.
– "Você colocou isso na minha bolsa por engano, certo?" – Ele disse fazendo uma voz boba, com um tom de deboche. – "eu nem posso imaginar o que há aí dentro, já que eu não espiei!" – Disse rindo e balançando a carta se divertindo. – "Então eu simplesmente irei devolvê-la a você!"... e, Haã!? – Gritou ao abrir sem querer o envelope. – Droga, eu tenho que selar de novo! – Pensou tentando colar o coração no lugar de novo. Levantou-a sobre sua cabeça em direção a luz para observar se era suspeito ele ter aberto, mesmo que sem querer, a carta. Olhou mais de perto e percebeu que dentro dela não havia absolutamente nada.
– Ela... É tonta como o inferno, não é? – Sorriu. – Vou dormir...
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Capítulo 1 - O Tigre e o Dragão (Parte I)
Lisa, você ainda está deitada, já é manhã! – Murmurou Ryuuji enquanto pegava algumas roupas jogadas no chão da sala.
Lisa, que estava deitada no chão da sala, o agarrou pelas pernas.
– Peguei você! – Disse ela sonolenta e divertida.
Não se importando com a situação e com a cara fechada Ryuuji continuou andando e arrastando-a pela sala, ainda carregando a montanha de roupas sujas.
– Como você é frio Ryuu! – Disse Lisa fazendo bico.
– Eu te disse ontem à noite que, a partir de hoje, eu tenho que ir à escola, certo? – Exclamei vestindo o blazer de meu uniforme.
– Oh, a cerimônia de abertura. Parabéns por passar de ano! – Disse ela ainda deitada no chão.
– Você deveria mesmo ser sarcástica com seu filho, quando ele está começando o seu novo ano escolar? – Eu falava do outro lado da pequena sala.
– Ei, o quarto está escuro. Abra as cortinas! – Lisa exclamou ignorando seu filho.
Então as duas cabeças viraram-se para a direção da simples janela que ficava em uma das paredes da pequena sala.
– Elas estão abertas...
– Hã! - A jovem mulher deu um pulo de susto. – É um edifico enorme! – Disse surpresa.
– Eu me pergunto que tipo de pessoa vive aí... Depois que ele foi construído, o sol parou de brilhar aqui, e nossas roupas não secam direito. Todas as manhãs há mofo, podridão, pilhas de mofo... – Disse o alto garoto com a testa enrugada e um pouco de ressentimento na voz, sem querer.
– Que olhar afiado! Você está começando a se parecer mais e mais com seu pai! – Afirmou Lisa com as duas mãos no rosto e com um olhar brilhante, interrompendo-o.
Ryuuji parecia furioso. Ao ouvir as palavras "parecer mais e mais com seu pai", foi tomado por lembranças ruins e raiva. Subitamente se levantou, fechou o punho e olhou diretamente para sua mãe que estava na outra extremidade da mesa de madeira.
– Não me compare a aque... – E foi novamente interrompido.
– Oh, que legal! Cada vez mais com seu pai! – Anunciou empolgada.
Então desistindo, se acalmou. Abriu seus punhos e abaixou a cabeça esboçando um sorriso.
– Ah, não dá pra falar com você! - Disse ele pegando sua bolsa e marchando até a porta principal da limitada casa onde viviam.
– Você já está indo embora? E a minha comida?
– Está no lugar de sempre! - Gritou já afastando-se casa.
E então saiu caminhando em direção ao seu colégio. Isso era o que Ryuuji menos queria ouvir. Era por conta desse olhar em seu rosto, esse olhar que sua mãe tanto elogiava que desagradáveis coisas aconteciam inesperadamente.
– Ei! Espere, espere! – Disse um garoto para seu amigo que caminhava logo a frente de Ryuuji, ambos estudavam no mesmo colégio que ele. Correndo, sem querer se esbarrou no garoto pensativo. Quando se viraram para trás, se assustaram.
– Ryu-yu-yuuji! O que raios você está fazendo!? – Gritava desesperado o menino que esbarrara nele.
– O que? O q-? – Tentou então acalmá-lo. Foi em vão.
– Eu não tive a intenção...! Por favor, aceite isso e deixe-nos ir! – Disseram assustados, entregando-o suas carteiras. – Isso é tudo que temos! É verdade! V-vê? Nós não estamos te incomodando, estamos?!
– Não, eu...
– Perdoe-nos! – Disseram antes que Ryuuji pudesse se pronunciar e então saíram correndo.
– Eu... – Então, abaixou a cabeça com raiva.
Chegando ao colégio, subiu até a secretaria.
– De novo? Você com certeza apanha muitas carteiras. - Disse o secretário, pegando-as de suas mãos sem saber da verdadeira história.
– Uh, sim. – Murmurou Ryuuji.
Como era o primeiro dia de aula, desceu novamente para o pátio onde estavam os nomes dos alunos e suas respectivas salas.
– Legal, estamos na mesma sala de novo! - Ouvia por todo lado.
Concentrado, procurando por seu nome na área do 2º ano, Ryuuji olhou para os lados. Um circulo havia se formado ao seu redor deixando o alto garoto de cabelos escuros justamente no meio. Todos estavam com medo.
– Maldição, isso de novo não... – abaixou sua cabeça, novamente nervoso.
De repente, uma mão bate em seu ombro.
– Nós estamos na mesma sala de novo, não estamos, Ryuuji? – Disse Hugo, seu velho amigo de infância, com um grande sorriso no rosto.
– Hugo! – Murmurou um pouco mais aliviado.
– E agora encerramos nossa cerimônia de abertura desse ano. – Dizia o diretor pelo auto-falante. – Todos, por favor, dirijam-se para à sala de preparação. Ryuuji caminhava silenciosamente ao lado de Hugo em direção à sala de aula. De alguma forma, ele se sentia desanimado por mais um ano no colégio. Então, o silêncio foi quebrado.
– Uma nova classe. Parece que eu tenho que começar a desfazer todos os mal-entendidos de novo...
– Vai dar tudo certo! – Exclamou Hugo com um pequeno sorriso. – Eu já sei de tudo, então isso não será necessário para todos. – Disse parando e fazendo pose de super-herói, divertindo-se.
E então involuntariamente Ryuuji sorriu, mesmo que por um ligeiro momento.
– Sim, obrigado. – Suspirou.
E era verdade. Existiam pessoas como ele, que mesmo inconsciente mente, o fazia diariamente, enfrentar essa rotina entediante que era a escola. Existiam outras pessoas também...
– Ei, Ryuu! – Disse uma voz alegre e familiar.
Ele se virou rapidamente. Seus olhos se arregalaram e em seguida deu um pulo para trás, Ryuuji corou.
– Nós estamos na mesma classe neste ano também! – Disse a linda garota de cabelos curtos avermelhados indo ao seu encontro.
Ryuuji continuou paralisado ali mesmo, onde estava. Parecia uma pessoa correndo um risco de vida em pleno avião decolando emergencialmente. Suas pernas tremiam.
– Ryuuji, certo? Você se lembra do meu nome? – Disse a bela menina saltando em sua direção. - Eu de vez em quando ando com o Hugo. – Exclamou alegre como sempre, fechando seus olhos por um momento e apontando para seu amigo.
– Hã, hum, é... – Gaguejou. – O que eu estou fazendo!? É só uma menina! – Pensava consigo mesmo. Olhou para o lado, e finalmente algum som saiu de sua garganta.
– A-Alice Minori, certo? – Disse mais alto do que planejava.
– Oh, você se lembrou do meu nome completo! Estou muito contente! – Declarou saltando e com seus enormes olhos brilhando em sua direção. Pulou novamente.
– Ela está contente! E isso é ótimo! – Pensou abaixando a cabeça, envergonhado.
– E, com isso, vamos todos aproveitar as aulas intensamente e com a alto astral! – Dizia Alice sem parar e saltitante, enquanto saia para o outro lado do corredor.
– Sim! – Gritou Hugo acenando.
– O-Ok! – Gaguejou. Foi a única coisa que conseguiu dizer.
– Qual o problema, Ryuuji? – Preocupou-se o amigo.
– E-eu só preciso ir ao banheiro. – Disse mexendo na ponta de seu cabelo como sempre fazia.
– Ok, eu irei para a sala na frente. – afirmou se afastando.
Ryuuji apenas fechou seus olhos, sorriu e começou a caminhar pelos longos e iluminados corredores do colégio, pensando como o início do ano letivo já começara bem, quando sentiu algo batendo em seu peito.
– Hã!? O que? – Exclamou abrindo os olhos. Ouvia gente em todo o corredor comentando.
– Deus do céu! Ele já está indo em direção a uma batalha decisiva! – Pessoas murmuravam assustadas, observando-o. – Ryuuji Takasu e Taiga Aisaka! Os dois mais perigosos já estão se enfrentando!
– Hã? – Ele ainda não havia entendido. Havia uma expressão confusa em seu rosto.
Rapidamente olhou para baixo e havia uma garota baixinha, com longos cabelos loiros, afundada em seu peito. Rapidamente se afastou assustado.
– Whoa, ela é tão pequena, assim como uma boneca. Mas de alguma forma... – Pensou, enquanto ela, com um dos punhos fechados e a outra mão passando em suas testa, olhava para baixo com um olhar fixo para o chão. De repente ela olha para Ryuuji com olhos furiosos e levanta seu pequeno punho fechado. – ... De alguma forma há esse ódio. Como se você fosse ser devorado se desse um passo em falso.
– Whoa, é verdade! O Delinqüente Ryuuji e a Tigresa Portátil estão...! – Alguém dizia interrompendo seus pensamentos.
– Tigresa... Portátil? – Pensou confuso. – Ah, entendi! – Disse olhando-a bem perto e sem querer, em voz alta. – Tigresa por que... – Foi então, interrompido com um forte soco no rosto. Enquanto caia para o outro lado do corredor e ouvia comentários assustados, pensou. Sim. Combina perfeitamente...