– Ok, por hoje é só. – Disse a professora arrumando seus papeis em cima da mesa. – Aqueles que ainda não entregaram o novo questionário, venham até a sala dos professores mais tarde, ok?
Ryuuji se distraíra durante a entediante aula de Geografia. Olhando para o lado de fora da grande janela lateral da sala, era tomado por pensamente vagos. Pensava também, no quanto aquele soco doeu. Involuntariamente, olhou para o outro lado da sala, onde ouvira uma voz, a mesma voz doce que adorava ouvir. Era Alice, conversando com a dona do soco no rosto dele. Taiga.
– Você está vem Taiga? Você chegou tarde! – Perguntou Alice preocupada após um espirro de sua amiga.
– Eu fui ao médico e ele disse que isso foi causado pela poeira de casa. – Murmurou Taiga enquanto Alice lhe entregava um lenço de papel.
– Uma doença dos tempos modernos, isso deve ser difícil!
Então a Tigresa Portátil é amiga da Alice Minori. Aquele com problemas aqui sou eu. – Pensava ele se virando rapidamente. Seus pensamentos e distrações foram interrompidos com a preocupação de seu melhor amigo, Hugo.
– Você está bem?
– Sim, eu acho.
– Mas, você sabe... – E então viraram suas cabeças para a conversa de um grupo de meninas que sussurravam ao lado.
– Eles foram incríveis, o Ryuuji e a Taiga! – Diziam elas. – A tigresa portátil é forte mesmo. – A outra comentava. – De qualquer forma, Ryuuji apenas parece assustador. Ele não é um delinqüente de verdade.
– Parece que será mais fácil de desfazer os mal-entendidos. – Disse Hugo virando-se.
– Ainda bem!
– O que!? – Exclamou.
– Ma-ma-ma-mas... Eu realmente preciso que você devolva o seu questionário. Todos os outros estudantes já entregaram os seus.
– Oh, sinto muito, eu esque.. – Quando, de costume, Ryuuji foi colocar uma das mãos na cabeça, a professora deu um pulo, jogando todos os papeis para cima e usando as mãos como escudo.
– Desculpa! Desculpa! – Gritava ela apavorada. – Você não quer um estranho vindo te dizer o que fazer enquanto você ainda está decidindo sobre o que fazer com sua vida, certo? – Apenas suspirou e abaixou a cabeça frustrado. – Por favor, me perdoa! – ainda dizia ela.
Desistiu de tentar concertar as coisas, e então, olhou para o relógio.
– Desculpe professora, tenho que ir!
Já era fim de tarde. O céu era alaranjado do lado de fora da janela. Ryuuji saiu correndo até a sala para pegar suas coisas que deixara lá. Quando abriu a porta da sala, se deparou com todas as cadeiras bagunçadas e algumas ainda faziam movimentos e cambalhotas no ar. Assustado com o barulho, Ryyuji deu um pulo para trás. Do outro lado da sala de aula, um armário de repente cai, e de lá de trás, aparece Taiga, sentada, com seus olhos fechados e com uma respiração forte. Quando finalmente abre seus olhos, percebe que ela mantém uma cara não muito boa.
– Es-Está tudo bem!? – Perguntou assustado ainda com o barulho.
Nem uma resposta se ouviu, então timidamente Ryuuji dá alguns passos entrando na sala, cantarolando como se nada houvesse acontecido. Eu apenas a deixarei quieta. – Pensou se aproximando da sua carteira.
– Ei! – Ouviu-se um barulho vindo do meio das carteias bagunçadas.
– O que!? – Gritou assustado.
– O que vo... O que você está fa... O que você está fazendo? – Disse Taiga, ainda se levantando meio tonta.
– E-Eu apenas vim pegar a minha bolsa.
– Essa é a sua bolsa?! A sua carteira não é outra!? – Disse desesperada. – Eu troquei os lugares das car-carteiras! – E inesperadamente a Tigresa Portátil se atira em direção ao Delinqüente Ryuuji. Ele segurava sua bolsa de um lado, enquanto Taiga a puxava de outro. Porque ela quer minha bolsa!? – Pensava com uma careta na cara.
– Ei, pare já com isso! – Gritou Ryuuji fitando-a.
De repente ela solta um espirro e então larga a bolsa. Em uma fração de segundos, por causa do impulso, Ryuuji foi atirado em direção a o único armário que restara em pé. Pilhas de livros choveram em sua cabeça. Essa já era a segunda vez, só hoje. – Pensava.
– Por que, por que você... – Gritou Ryuuji. Porem foi interrompido por Taiga. Mas não por palavras, mas sim por causa de um estranho gesto. Não havia luz o suficiente para ver nitidamente, pois já era tarde, porém, sua silhueta refletida pela luz do entardecer não enganava. Seus grandes e frustrados olhos olhavam suas duas mãos abertas, como se havia perdido algo.
– Ta-Taiga! – Murmurou Ryuuji.
Ela apenas o olhou sem expressão alguma e saiu dando murros nas carteiras que ainda restavam em sua frente.
– E-Ei! – Gritou. Ela apenas parou, sem olhar para trás.
– Idiota! – Explodiu nervosa e então fechou a porta com toda sua força.
– Ela é uma bagunça. – Disse ele ainda sentado no chão com livros a sua volta. – E essa sala também...
23h35min da manhã. Ryuuji estava sentado ouvindo música e tentando resolver um problema de cálculo em seu caderno.
– Ah, isso é muito difícil! – Murmurou já cansado. Decidiu então, pegar então o livro de matemática que estava na sua bolsa.
Enquanto a vasculhava na procura de seu livro, ele encontra um pequeno pedaço de papel que não lhe pertencia.
– Hã!? O que é isso? – Disse confuso. – Para Hugo Kitamura!? – Era isso que dizia o pequeno envelope rosa. Então o virou. – De Taiga Aisaka!? – Estava escrito no verso do envelope lacrado com um pequeno coração. – Ah, entendi. – E então, esboçou um sorriso de lado.
– "Você colocou isso na minha bolsa por engano, certo?" – Ele disse fazendo uma voz boba, com um tom de deboche. – "eu nem posso imaginar o que há aí dentro, já que eu não espiei!" – Disse rindo e balançando a carta se divertindo. – "Então eu simplesmente irei devolvê-la a você!"... e, Haã!? – Gritou ao abrir sem querer o envelope. – Droga, eu tenho que selar de novo! – Pensou tentando colar o coração no lugar de novo. Levantou-a sobre sua cabeça em direção a luz para observar se era suspeito ele ter aberto, mesmo que sem querer, a carta. Olhou mais de perto e percebeu que dentro dela não havia absolutamente nada.
– Ela... É tonta como o inferno, não é? – Sorriu. – Vou dormir...
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